Veja o que pode fazer, caro professor!

É tempo de férias, de leituras, de passear. Partilho mais uma crónica escrita para a revista online O TEU ESPAÇO.

Foto de @Miguel Cardoso, http://www.miguelcardoso.com/

Uns de férias, outros em exames, outros em período de avaliação, outros, muitos, indignados. Escutamos, vemos e lemos notícias sobre o MEC, GAVE, DREL’S, CONFAP e tantos outros organismos ligados à educação.

As escolas vivem dias atribulados. Reformas e contra-reformas, novos e velhos estatutos, coimas por isto e para aquilo. O ministro é isto, os professores são aquilo, os alunos… seres estranhos!

Todos os dias somos “bombardeados” com notícias pouco animadoras das escolas, do processo ensino-aprendizagem, das relações escola / família.

Recebi esta carta, via e-mail, a qual partilho com todos os pais e alunos do nosso país.

Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado.

Ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.

Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.

Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.” [Abraham Lincoln, 1830].

Texto elaborado para o Teu Espaço, Educris

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